segunda-feira, novembro 13, 2006

Histórias de aprender e encantar

(Peço desculpa por escrever histórias grandes, mas eu sou mesmo assim e gosto de me perder e me encontar entre as palavras)
A Carolina está com algumas dificuldades na leitura, o que faz com que se torne difícil estudar e com que ainda não tenha entendido o prazer da leitura. Tem uma forma engraçada e ainda demasiado infantil de ler: lê muito depressa como se tivesse hora marcada para chegar ao fim do texto e já estivesse muitíssimo atrasada. Resultado: Palavras a treparem umas por cima das outras, palavras inventadas, palavras adivinhadas e a respiração e as pausas a surgirem quando lhe falta o fôlego e não quando a pontuação assim indica.
Esta história é para tentar motivar a carolina a fazer um esforço para aprender a ler para depois descobrir o mundo encantado que existe dentro dos livros.

Carolina e a árvore da imaginação

Estava deitada no sofá, numa daquelas posições contorcidas próprias das crianças, aparentemente impossíveis para qualquer um excepto um verdadeiro artista de circo. A Carolina conseguia fazer qualquer coisa numa destas estranhas posições, comer, ver televisão, dormir e neste caso ler.
O contorcionismo desta vez não era por diversão, distracção ou para testar a sua flexibilidade, desta vez era um sinal de total aborrecimento. Tudo nela era revelador desse enfado.
A posição indicava desgaste, as faces sempre rosadas pareciam ter perdido a cor, os olhos descaídos tornavam o olhar vazio e inexpressivo deixando exposto apenas o mais completo desinteresse. A Isabel e o pai observavam de longe com alguma tristeza e preocupação.
A curiosidade pelos livros estava lá. Sabendo que a Isabel gostava muito de ler já lhe tinha feito inúmeras perguntas que indiciavam essa curiosidade mas neste momento não passava disso: simples curiosidade.
Faltava aprender a ler bem para aprender a ter prazer com a leitura. Notando que o cansaço e o tédio tinham tomado conta da Carolina, sugeriram-lhe que fizesse um breve intervalo e depois voltasse com mais energia e vontade de ler com verdadeiro interesse.
Contente com a sugestão, foi imediato o recuperar das cores naturais, o brilho nos olhos, o sorriso nos lábios e correndo dirigiu-se à cozinha com intenção de preparar um delicioso lanche. Lembrou-se de Lia e do lanche que a princesa lhe tinha prometido com uns amigos muito especiais.
Quem seriam?
Quando viria Lia busca-la para esse lanche?
Abriu o frigorifico nada lhe despertava a atenção nem o apetite.
Lia tinha-lhe prometido que no tal lanche comeriam seu bolo favorito: Chese Cake de morango. Só de pensar nisso fazia-lhe crescer água na boca. Uma ideia surgiu na sua imaginativa cabecinha: Vou lanchar a Naturália! É isso mesmo Vou lanchar a Naturália!
Pensou com muita força no seu desejo e a sua vontade fez magia, como faz a vontade de todas as crianças.
De imediato caiu estatelada bem no meio de um campo coberto de lindas papoilas vermelhas. Estranhou o silêncio, não se ouvia nada absolutamente nada.
O silêncio era total.
Olhou em volta, além de milhares de papoilas vermelhas num campo que parecia não ter fim, apenas uma enorme e solitária árvore que se destacava no centro rodeada de florinhas vermelhas.
A árvore parecia muito, muito antiga e era tão grande que parecia tocar o céu.
O tronco muito grosso, era tão largo quanto uma casa e as raízes eram tantas que se estendiam para fora do solo rodeando o tronco da árvore como braços procurando segurança e protecção. Carolina tirou os sapatos querendo sentir aquele campo vermelho por baixo dos pés e caminhou instintivamente em direcção à árvore. Estranhamente no meio de todo aquele silêncio parecia escutava uma voz vinda do interior da árvore chamando: - Carolinaaaa! Vem carolinaaaaa! Aproximou-se devagar e assim que chegou perto, olhou para aquela árvore tão velhinha e teve o impulso de a abraçar, abraçou-a como se abraça alguém de quem se gosta muito.
Ao fazer isto escutou um ruído semelhante a uma porta a abrir.
O ruído vinha precisamente do outro lado oposto ao que se encontrava. Sentiu medo, pois na verdade embora o local fosse lindo ela estava ali sozinha e havia algo de estranho e misterioso naquele local, especialmente naquela árvore.
Parecia estar viva! Parecia mover-se. Parecia falar com ela. A curiosidade era mas forte que o medo e corajosa contornou a enorme árvore para ver que barulho era aquele.
Do outro lado tinha-se aberto uma porta. Era pouco maior que o seu tamanho e muito estreita. A porta estava totalmente aberta parecendo convida-la a entrar mas lá dentro havia apenas escuridão e silencio.
Carolina não sabia que fazer. Tinha medo de entrar mas algo lhe dizia que o tinha de fazer, que nada de mal lhe podia acontecer, logo ali em Naturália onde só lhe tinham acontecido coisas boas e divertidas, onde tinha feito novos amigos e aprendido tantas coisas maravilhosas.
Vou entrar! Pensou, valente e decidida.
Devagarinho foi avançando, um pé, depois o outro, um passo depois outro.
Sentia os pés descalços caminharem sobre algo muito fofo que não sabia identificar o que era mas que sentia como se fosse algodão. Deu uns quantos passos e voltou a ouvir o ruído da porta, soube que se tinha fechado e teve novamente um estremecimento provocado pelo medo. Escutou a voz de novo:- Entra Carolina , não tenhas medo.
A voz parecia vir de dentro da árvore, era uma voz suave e dócil, como a voz de uma senhora velhinha.
-Onde estou?
-Quem está a falar?
-Como sabe o meu nome?
-Chiuuu, menina, tantas perguntas?
Senta-te um pouco, ai mesmo onde estás.
-Onde?
No chão? Assim vou chegar a casa toda suja.
-Aqui não há chão, senta-te e confia em mim. Retorquiu a voz.
Carolina sentou-se, não sabia onde, sabia apenas que era a cadeira mais confortável onde já se sentara... uma cadeira completamente invisível.
-Estas confortável? Perguntou a voz misteriosa.
-Sim muito, mas é estranho porque não vejo nenhuma cadeira.
-Nem tudo o que se sente é visível Carolina um dia vais entender. Respondeu a voz.
Querias saber onde estas? Estás no Vale das papoilas.
Queres saber com quem falas, quem sou eu? Sou a árvore da imaginação. Sou muito velha, existo desde que existem pessoas, as pessoas plantaram-me assim que começaram a imaginar. Ora como desde sempre tiveram a capacidade de imaginar eu existo desde sempre, já viste como sou velhota?
Queres saber como sei o teu nome? A essa pergunta eu respondo-te daqui a pouco, pode ser, Carolina?
-Pode sim, vou ficar curiosa mas espero. Respondeu respeitosamente.
-E não tens mais nada para me perguntar menina? Perguntou a voz com um tom um tanto ou quanto aborrecido e autoritário que fez a Carolina pensar de novo se tinha feito bem em ter entrado ali.
-Bem, eu gostava de saber o que estou aqui a fazer e porque é que me chamou. Perguntou receosa.
É que sabe D. Arvore, eu só vinha à procura da princesa Lia e não sei bem como é que acabei por vir aqui parar.
A velha árvore desatou a rir à gargalhada até lhe faltar o ar.
-Ai, ai menina e achas que eu não sei o que vinhas aqui fazer?
Eu sei tudo sobre ti. Querias ir lanchar com a tua amiga Lia. Comer o teu bolo favorito e conhecer uns amigos que ela te prometeu apresentar não era?
-Era sim D. Árvore.
Isso tem algum mal?
Fiz alguma asneira?
-Não! Disse a voz.
Não tem mal minha querida mas conta-me lá que estavas a fazer antes de te apetecer vir ter com a Lia.
-Estava a ler um livro. Respondeu deixando transbordar toda a sua insegurança.
-A ler?
Com que então estavas a ler menina?
Ou estarias a fazer o frete de tentar ler?
Acredita que podes ser sincera comigo! Eu existo há milhares e milhares de anos para ajudar meninas como tu.
-A sério?
Bom a verdade D. Árvore é que eu estava assim... humm... bom estava assim... mais ao menos a levar uma “granda seca” a ler o livro. Respondeu a Carolina com toda a sinceridade.
Eu gosto de ler, mas não é assim muito... e ainda leio muito mal dizem os mais crescidos.
-Eu sei Carolina, é por isso estás aqui.
A princesa Lia gostava muito de te levar a conhecer dois grandes amigos dela, são dois irmãos, os dois são escritores cheios de talento, um escreve livros em prosa e outro em poesia.
Mas eu achei muito mal essa ideia da Princesa e ralhei com ela. Disse a árvore com uma voz zangada.
Como podia ela querer levar-te a lanchar com dois escritores tão cheios de talento se tu não os ias entender ainda, não ias entender o quanto é maravilhoso o que eles fazem porque não gostas de ler ainda.
Tive uma conversa com a Lia e disse-lhe: -Princesa se a sua amiga Carolina é uma menina tão especial como diz ela sozinha há-de vir ter comigo, em busca do que lhe falta descobrir.
Depois sim podes levá-la a conhecer os teus amigos. E como vês menina eu tinha razão, aqui estás tu. A Lia também tinha razão és mesmo uma menina especial.
-D. Árvore, desculpe, não fique aborrecida mas eu ainda não entendi bem porque estou aqui. Disse a Carolina num tom cada vez mais respeitoso.
-Vais entender, só tens de confiar em mim e principalmente confiar nas tuas capacidades.
Vá menina, fecha os olhos e pensa no que gostavas agora.
Estás a pensar?
-Sim. Estou D. Árvore.
-Então diz baixinho. Disse-lhe a voz
-Gostava de saber ler melhor.
-Mais alguma coisa?
-Sim depois gostava de gostar de ler como a Isabel e a minha mãe por exemplo, que me contam que aprendem muitas coisas e também se divertem com os livros. Pediu a Carolina.
-Muito bem Carolina. Esse é o teu desejo?
Então agora já sabes.
Foi para isso que aqui vieste.
Agora abre os olhos.
O que vês?
-Vejo tudo escuro e uma luzinha brilhante ali ao fundo.
-Vês essa luz? Perguntou a árvore da imaginação.
-Vejo.
-Bom sinal... quer dizer que estás pronta a aprender. Essa luz que vês é a luz mágica das palavras.
-As palavras têm uma luz mágica? Perguntou incrédula a Carolina
-Tem mas só algumas meninas a vêem... meninas especiais como tu, que depois crescem e se tornam adultos especiais.
-Ou velhinhas especiais como a D. Árvore não?
-Sim menina atrevida, ou velhinhas especiais como eu.
Agora, levanta-te da cadeira e vai ter com a luzinha.
Desta vez sem medo nenhum, como se fosse puxada por um fio encantado que fazia com que tivesse a sensação de estar a flutuar, Carolina deixou-se ir até chegar junto da luz.
Nessa zona o tronco da árvore tornava-se muito mais largo, parecendo um amplo salão.
Ali o tronco estava totalmente coberto de folhas de todos os tons de verde e amarelo salpicados aqui e ali por lindas papoilas vermelhas formando uma espécie de entrançado que se movia continuamente criando como por magia a mais bela sucessão de imagens que alguma vez vira.
Ao centro iluminado apenas pelo intenso brilho da pequena luz, estava um livro.
O livro flutuava no ar mesmo à altura dos seus ombros. Não estava assente sobre nada nem estava pendurado em nada, misteriosamente ali estava, como que pousado sobre o ar.
Era um livro pequeno forrado de vermelho e na capa tinha uma espécie de marca que se assemelhava ao desenho de duas mãos de criança.
Todo o ambiente estava envolvido numa aura de mistério que deixava a Carolina um pouco receosa mas acima de tudo envolvida em todo aquele encanto e magia.
-Consegues ver o livro menina? Perguntou a voz.
-Sim, consigo. E acho muito estranho! Porque é que o livro não cai se não tem nada a segurá-lo? -Tem sim Carolina... quem está a segura-lo és tu.
-Eu? O espanto era mais do que evidente.
Eu, D. Árvore?
Mas como?
-Com a tua vontade de aprender a ler.
Com a tua vontade de querer gostar de ler.
Quem segura o livro és tu e todas as meninas como tu que aqui vem. O livro está seguro pela vossa vontade.
No dia que deixarem de vir aqui meninas o livro cai e pouco depois desaparece. Entendes?
- Acho que sim D. Árvore. Respondeu pensativa.
Quer dizer que só há livros enquanto houver pessoas com muita vontade de os ler, senão os livros acabam por desaparecer.
-Isso mesmo, vês como és esperta. Vês como és uma menina muito especial. Agora chegou a altura do mais importante! Achas que estás preparada?
A Carolina sentia-se orgulhosa, contente e confiante com todos os elogios que a árvore da imaginação lhe tinha feito, a sua resposta foi pronta e destemida.
– Claro, claro que estou preparada, não a vou desiludir, prometo!
-Eu sei que não. Disse a voz transmitindo-lhe ainda mais confiança.
Agora Carolina vai em direcção ao livro e coloca-te mesmo por baixo da luz.
Olha para o livro, estão duas mãos marcadas na capa do livro, estás a ver?
-Sim estou, D. Árvore.
-Então coloca as tuas mãos exactamente no mesmo sítio, sem fazer força, com suavidade.
Olha para a luz, e depois para as tuas mãos sobre o livro.
A menina ia seguindo, concentrada, todas as instruções que a doce e misteriosa voz lhe ia dando. -Agora fecha os olhos e deixa-te levar pela magia.
Aquela que era apenas uma pequena luzinha tornou-se subitamente num enorme clarão iluminando a menina e o livro.
De dentro do livro saíam raios de luz de todas as cores que se espalhavam pelo salão numa espécie de fogo de artificio onde todas as formas e cores se moviam como se estivessem vivas. Tudo era belo, mágico e misterioso!
De repente tudo parou.
No centro do velho tronco apenas a Carolina, com os olhos mais brilhantes que nunca e o sorriso de quem tinha acabado de fazer a mais maravilhosa das descobertas.
De novo a voz se fez ouvir: - Então Carolina?
-Sabes o que aconteceu?
A Carolina estava muda de deslumbramento e não soube responder, limitou-se a continuar a sorrir.
A voz continuou: - Aqui dentro de mim, celebra-se um ritual milenar, um dos mais importantes e mais bonitos. Este ritual é celebrado no mundo inteiro desde que o homem inventou a escrita. Nessa altura há muitos, muitos anos a traz, procurou-se muito até encontrar o local certo para fazer esta celebração.
Até um dia um velho e sábio feiticeiro se ter lembrado que não havia melhor local para fazer esse celebração do que em mim, a árvore da imaginação.
Ele costumava deitar-se na minha sombra imaginando muita coisa que depois escrevia, outras vezes vinha para aqui acompanhado de um livro simplesmente para ler. O velho feiticeiro sabia que tanto para ler como para escrever é preciso saber imaginar, por isso me escolheu para em mim se celebrar este belo ritual.
-Sabes menina, para se ler um livro verdadeiramente, temos que imaginar que estamos dentro da história.
É isso que faz com que ler seja tão maravilhoso. Ler é fazer magia! É magicamente entrar dentro do livro, e dentro dele poder fazer mil coisas, rir, brincar, chorar, viajar, sonhar, aprender.
Já sabes agora dizer-me o que aconteceu quando tocaste no livro. Indagou.
-Sei… li o livro.
A árvore riu – Exactamente, acabaste de ler o teu primeiro livro.
E diz-me, gostaste? Perguntou a velha árvore a Carolina
-Ai, D. Árvore, eu adorei! Vi coisas que nunca tinha visto antes, nem sequer imaginava, aprendi imensas coisas novas, até me diverti a brincar com meninos e meninas e animais engraçados que lá encontrei.
-E sabes porque é que gostaste tanto?
-Porque li de verdade, não foi? Porque li como se estivesse dentro do livro, não é?
-Sim, foi por isso que gostaste tanto.
E agora? Ainda queres saber como sei o teu nome, Carolina?
-Sim, estou muito curiosa para saber.
-A resposta é fácil. Porque eu só existo dentro da tua imaginação.
-O quê D. Árvore?
Eu estou a imaginar isto tudo?
Nada disto existe?
-Estás a misturar as coisas. Existe sim, mas na tua imaginação.
A imaginação é um dom poderoso, tão poderoso que faz as coisas acontecerem.
Tu querias aprender a ler, e mais do que tudo querias aprender a gostar de ler.
E a tua vontade foi tão forte, que te trouxe aqui.
Chegaste aqui com a força da tua vontade e a tua imaginação fez o resto.
-Mas é estranho! Disse a Carolina
Eu ia jurar que tinha mesmo lido o livro.
-E leste, aqui comigo, a árvore da tua imaginação.
Agora já estás pronta para ler muitos mais.
E estás pronta para conhecer os amigos escritores da Princesa Lia.
Agora vai, corre para casa que estão à tua espera.
E eu estou à espera que outra menina como tu me venha visitar.
Adeus Carolina.
-Adeus D. Árvore, foi… foi…giro estar aqui!
-Ora menina, não tens imaginação para dizer que foi mais que giro? Disse árvore a rir.
-Estava a brincar! Respondeu a Carolina.
– Foi mágico!
-Está melhor… vá corre, põe-te a andar daqui para fora.
Já aprendeste o que vinhas aprender.
Parabéns, menina!
Vai ter com o teu pai e a Isabel e lê um pouco para eles. Vais deixa-los muito contentes
Isabel


"Papoilas"
Steve Thoms

14 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Luis Carlos Reis:

Magnífico! Texto perfeito com uma riqueza de detalhes... O contexto e enredo sublimes! Aqui escreve-se bem!
Abraços e seja bem vinda ao Oficina!

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger kolm said...

Carlos ( segundo excerto)
Já tinha lido o teu texto a semana passada, mais uma vez num pequeno intervalo copy/past para o Word para conseguir ler sem que a vista fique turva (sorriso) e acontece que por vezes não se comenta porque se fica em suspenso, escondida entre as letras brancas sobre fundo preto e sussurrar: “- Estive aqui. e vou estar a espera do excerto numero três”. (sorriso grande).

Em relação ao desafio.
Não leves o meu silêncio como desprezo ao teu desafio, muito pelo o contrario. Obrigada. Acontece que neste momento (no abismo) já não consigo enumerar manias como uma "pessoa singular". Somos muitos e não conseguiria nunca escolher apenas cinco entre todos... (sorriso)

Um sorriso do tamanho do mundo!
p.s. humm, pensando bem... tenho a mania de te vir ler!

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger Maria said...

Obrigada pela visitinha.
Tou de saída, voltarei logo logo para te ler melhor...
Um beijo

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger Carla said...

Ate eu me perdi!
Magnifico

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger ana prado said...

apesar da luta contra o contraste entre o preto e o laranja, consegui chegar ao fim, de lhos mais ou menos em bico, mas absolutamente enternecida pelo enredo de mais uma história que criou. Gostei muito, mesmo.

Um grande abraço

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger veritas said...

Olá Isabel!

Não peças desculpa. Nós que te lemos agradecemos a partilha de tão sublimes estados de alma. Preciso de passar aqui todos os dias, para sentir um contacto de alma, de espírito que me envolva...mais uma bela história para a Carolina que com alguém como tu na vida dela, só pode dizer todos os dias: "Sou a menina mais feliz do mundo!"

Bjs.

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger pensamentos_vagabundos said...

se não tivesse a gostar desistia heheheh
beijo vagabundo(não desisti)

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Anonymous collybry said...

historia bem elaborada, mas sem tempo fique pela metade, voltarei para o restante...Meu rasto______
Cõllybry

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger Alexandre said...

Mais um conto para o teu livro, fantástico...
... e já agora como és uma pessoa FASCINANTE está no meu blogue uma pequena dedicatória que também é para ti. Espero que gostes!

Beijinhos!

segunda-feira, novembro 13, 2006  
Blogger Bruna Pereira said...

Só para dizer que continuo a vir aqui e que não me esqueci do desafio que tenho pendente.

:)

terça-feira, novembro 14, 2006  
Blogger Tita - Uma mulher, Um blog, algumas palavras said...

Gostei! Adorei.
Beijinho

terça-feira, novembro 14, 2006  
Blogger Vera said...

Não deves pedir desculpa, porque as tuas histórias são lindas e nós gostamos de te ler!
Beijinhos!

terça-feira, novembro 14, 2006  
Blogger Mendes Ferreira said...

excelente.....


como um campo de flores....as tuas palavras.

a crescerem.


obrigada pela leitura Isabel.




(de esta outra isabel)

:))))

terça-feira, novembro 14, 2006  
Anonymous Luigi said...

De volta a Naturália... e soube tão bem regressar a este mundo encantado que descreves com uma ternura peculiar. A Carolina é bastante afortunada por ter-te por perto
Não consegues mesmo parar de me surpreender...
baci per te

sexta-feira, novembro 17, 2006  

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