quarta-feira, janeiro 17, 2007

Começar de novo

O local

Que força desconhecida os moveu?
Que mãos decididas os empurraram?
Que fios invisíveis os foram puxando até lá chegarem?
Até lá.
Ao local.
Ao local onde se vão encontrar.
Impelidos pelo acaso?
Obedecendo ao destino?
Seguindo a vontade de Deus? Dos Deuses?
Guiados por setas invisíveis aos nossos olhos do rosto mas que outros olhares, mais interiores, conseguem ver?
Setas indicando os caminhos que inconscientemente vamos escolhendo.
Algo.
Algo, não importa o quê, os levou lá.
Ao local.
Porque era ali.
O ponto onde o novo começo iria começar.
Algo os levou lá naquele dia.
Porque era aquele o dia.
O dia de começar de novo.
Foram chegando um de cada vez.
Saíram juntos quando foi hora.
4 horas e 25 minutos da manhã.
Essa foi a hora de começar de novo.
Faltam 12 dias, 2 horas e 38 minutos.
No local o relógio marca agora 2.13.
O local é uma cafetaria, de uma qualquer estação de serviço, de uma qualquer auto-estrada a caminho de um qualquer sítio.
São locais especiais as estações de serviço.
Mais que apenas pontos de passagem, são também pontos de partida, são também pontos finais.
O local agora está quase deserto.
Apenas uma mesa está ocupada.
Uma mesa num canto junto à janela.
Um homem de aspecto triste e cansado come sem apetite uma sandes e bebe um café, olhando fixamente pela janela.
Da janela vê-se um solitário parque de estacionamento.
Ele acha o parque de estacionamento tão solitário como a sua vida.
A mulher tinha arranjado um bom emprego no estrangeiro. Partira levando os dois filhos e todo o pouco dinheiro que ao longo da vida em comum tinham conseguido poupar.
Disse-lhe que aqui nunca ia passar da cepa torta e que queria começar uma vida nova longe deste país e longe dele.
Pediu-lhe para levar os filhos com ela.
Ele deixou. Não afastaria nunca os miúdos da mãe.
Talvez partissem mesmo para uma vida melhor. Uma vida que ele nunca lhes poderia dar.
Talvez um dia até viessem a ser alguém na vida.
E um dia, quem sabe, talvez ele conseguisse juntar o suficiente para os poder ir visitar.
Há 2 meses e 3 dias, desde que eles tinham partido que tinha criado no seu intimo um novo objectivo de vida: poupar para ir visitar os filhos antes que eles se esquecessem que tinham pai.
Não suportava a ideia de os filhos acabarem por o esquecer.
Não podia deixar que isso acontecesse.
Ele era o pai.
Ia poupar, poupar, poupar. Poupar para lhes provar o bom pai que era.
Poupar para conseguir ficar-lhes na memória.
Olhando através daquela janela recordava outros tempos, tempos em que não fora um homem solitário, em que tinha uma família alegre e ruidosa que o fazia sentir-se um homem realizado na vida.
Recordou a festa que era sempre que iam passar uns dias à terra. Os 4 no carro, a mulher bem vestida, com o cabelo bem arranjado, os lábios e as unhas pintadas. Os putos fazendo graçolas lá atrás, a mulher cantarolando a seu lado enquanto ele, homem de família, todo inchado de orgulho lhe punha a mão na perna roliça.
Era assim que ele gostava das mulheres. Com carnes.
Alguma vez voltaria a encontrar uma mulher assim?
Hoje todas queriam ser modelos e um homem não tinha onde agarrar.
Olhou em seu redor tirando pela primeira vez os olhos da janela.
A sala está deserta.
Ao fundo da sala, um longo balcão de vidro.
Atrás do balcão uma empregada insiste distraidamente em limpar o vidro, já imaculadamente limpo.
Passou os olhos por ela sem sequer reparar que era uma mulher.
Para ele uma mulher tinha de ser vistosa.
Como a sua era.
A que partira para longe.
A que junto com os dois miúdos fora a sua razão de existir.
Ela partira e ele ficara.
Que seria dele?
Que era de um homem sem uma boa mulher a seu lado?
Onde iria ele arranjar forças para um dia começar tudo de novo?
A rapariga invisível continua limpando o balcão.
É uma rapariga de óculos, baixota, bastante magra, com 20 e poucos anos.
Usa uma touca branca com riscas verdes deixando ver um pouco do cabelo acastanhado, desajeitadamente apanhado com um elástico.
Veste uma bata com mesmas riscas verdes e por baixo umas calças já tão desbotadas que distinguir a cor original se torna impossível.
Toda a roupa é larga impossibilitando a percepção das suas formas, do todo sobressai apenas a sua extrema magreza.
Nos seus gestos ausentes de vontade aparente, mais não há que uma repetição de movimentos que adivinhamos cuidadosamente aprendidos, bem interiorizados e já completamente mecanizados.
Nada nela tem beleza.
Nada nela tem vida.
Nada nela revela qualquer emoção ou paixão.
Ao primeiro olhar parece uma criatura totalmente amorfa.
Parece existir apenas.
Estar ali, nada mais.
Olhemos de novo.
Aproximemo-nos um pouco mais.
Que brilho é aquele lá no fundo dos seus olhos?
Não é fácil de ver.
Esconde-se atrás dos óculos e da timidez do seu olhar.
São muito pequenos os seus olhos.
Mas apenas os olhos são pequenos.
É preciso olhar bem, atravessar a barreira daquelas lentes, se olharmos veremos um brilho imenso iluminando aqueles pequenos olhinhos.
Quanta luz terá ela escondido dentro de si?
Quanta emoção, quanta paixão guardará cuidadosamente no mais íntimo do seu ser?
Quanto calor existirá por descobrir dentro daquele corpo magro?
Quanta vida viverá oculta naquela rapariga que nem vida parece ter?
Em que pensa a rapariga que, ausente, esfrega o vidro do balcão?
É sempre a última do seu turno a sair.
O rapaz da cozinha passa a noite a ver a noite passar.
Ás 7 em ponto corre para as traseiras.
Quando ouve a motorizada do rapaz arrancar ainda ela se mantêm ali, fardada atrás do balcão.
Antes de sair ajuda a rapariga que a vem render a colocar nas travessas os pastéis de nata para os pequenos-almoços. O rapaz deixa-os na cozinha ainda dentro do forno quente, acabadinhos de fazer. Depois sai a acelerar para casa.
É completamente apaixonado pela mulher e sabe que ela o espera.
Todos os dias têm apenas 15 minutos juntos.
Ele chega às 7.15. Ela sai às 7.30.
Tentam que as folgas sejam nos mesmos dias mas nem sempre é fácil por isso aqueles 15 minutos são ouro para eles.
A rapariga não sabe o que faz o rapaz sair todos os dias tão apressado.
Sabe apenas que é assim todos os dias há já quase dois anos.
Pensa que gostaria muito que hoje fosse igual a todos os outros dias.
Pensa numa maneira de em poucos minutos, entre a saída do rapaz e a entrada dos colegas do turno seguinte, retirar da vitrina e esconder na sua mala uns bolos e uns salgados, para levar com ela para casa.
Nunca o fez.
Sabe que é roubo e que está errado.
Mas quer muito ajuda-lo.
Nem que seja só uma vez.
Vira-o, nas traseiras do seu prédio pela primeira vez no dia anterior.
Estava a anoitecer e ele enrolava-se em velhos cobertores para depois se cobrir com caixotes de cartão, tentando assim sobreviver ao frio da noite.
Fora trabalhar com ele no pensamento, mas a falta de coragem não tinha deixado que nesse dia roubasse nada da grande vitrina para lhe levar.
Sobrava sempre tanto.
Sabia que a colega deitava fora as sobras assim que chegavam os bolos e salgados do dia.
Eram essas as ordens que tinham.
Por causa das inspecções dissera o chefe.
Ela sempre gostara de cumprir as ordens e o chefe metera-lhe medo com as inspecções mas ele não lhe saia do pensamento.
Hoje voltara a vê-lo, lentamente, repetindo o mesmo ritual. No fundo, tempo era a única coisa que não lhe faltava. Enrolava-se devagar nos velhos cobertores tentando tapar o corpo todo, depois cobria-se com cartão.
Desta vez cruzaram-se os olhares.
Ela viu nele um olhar pedindo entendimento. Não lhe pediu ajuda, não lhe pediu pena, pediu apenas que ela não o julgasse, que o tentasse entender.
Ela entendeu sem sequer saber o que havia para entender.
Ele viu nela um olhar cheio de doçura. Desde que vivia na rua ninguém o tinha olhado assim.
Sorriu para ela. Foi um sorriso triste mas com toda a doçura que também ele conseguiu por no sorriso.
Fora há tanto tempo que sorrira pela última vez que já nem se lembrava bem como sorrir.
Ela, comovida, devolveu o sorriso e envergonhada seguiu caminho apressadamente.
Uns passos à frente, não resistiu e olhou para trás. Viu-o já deitado, completamente coberto com cartões.
Quem diria que debaixo daquele monte de cartão ia dormir um homem.
Um homem como os outros. Nem mais nem menos.
Um homem. Um ser humano.
O coração doeu tanto que fez soltar as lágrimas que lhe viviam no peito. Não se importou. Deixou que fossem rolando por entre os óculos. Quando chegou à paragem da camioneta manteve-se afastada do resto das pessoas que esperavam em fila, quando o transporte chegou limpou os olhos com os finos dedos, respirou fundo e entrou. Deu os bons dias ao condutor que já conhecia de vista à bastante tempo e não se esqueceu de lhe perguntar se estava melhor da constipação.
Sentou-se quieta junto à janela vendo a vida a passar lá fora.
No pensamento apenas uma coisa: ele.
Ele.
Apenas ele.
Hoje tinha de conseguir.
Tinha de vencer o medo.
Tinha de lhe levar comida.
Ele estava magro e parecia ter fome.
Não queria saber os porquês, queria ajudar simplesmente.
Queria matar-lhe a fome.
Queria vê-lo sorrir de novo.
São 2. 19 da manhã agora.
Ela ainda não sabe mas hoje vai conseguir tirar comida da grande vitrina.
Ela ainda não sabe mas vai passar a fazê-lo todos os dias.
Ela ainda não sabe mas um dia vai ter coragem e convida-lo para comer na sua sala.
Vai dizer-lhe que lá estará mais quentinho.
Ela ainda não sabe mas vai faze-lo dali a 12 dias.
Ela ainda não sabe mas dali a 12 dias 2 horas e 32 minutos 3 pessoas, vão encontrar-se naquele local e ali as suas vidas vão começar de novo.
Ela ainda não sabe mas nesse dia não vai estar com a mente ausente como custume, vai estar presente e atenta.
Ela não sabe mas nesse dia vai reparar no que mais ninguém vai ver.
Ela ainda não sabe que o que vai ver lhe vai dar a coragem que tanto deseja um dia ter.
Ela ainda não sabe mas essa coragem vai fazer com que também a sua vida nesse mesmo dia comece de novo.
Ele ainda não sabe mas nesse dia vai ver o sorriso mais doce que alguma vez viu.
Ele não sabe mas esse sorriso vai ser para ele.
Ele ainda não sabe que vai ser ele a faze-la sentir-se pela primeira vez mulher.
Ele ainda não sabe que é ela que vai faze-lo sentir-se homem de novo.
Ela ainda não sabe mas 2 dias depois desse dia a policia virá ao local fazer-lhe perguntas.
Querer saber o que ela viu.
Ela vai responder que não viu nada.
Vão-lhe falar de um assassinato.
Vão perguntar-lhe por um Carlos qualquer coisa e mostrar uma fotografia.
Ela abanará a cabeça, indicando não o reconhecer.
Mas reconhece, não esquecerá nunca a delicadeza que aquele homem tivera para com ela. Nunca ninguém a tratara tão bem como esse Carlos que procuram.
Quando a policia se for ela vai sorrir.
Vai pensar que está feliz.
Que o que viu naquela noite lhe trouxe essa alegria.
Oxalá também eles encontrem um novo começo como o que sem saberem lhe deram a ela.
Nunca os denunciaria.
Vira tudo, detrás do longo balcão de vidro.
Tudo o que vira só lhe fazia querer-lhes bem.
Ela ainda não sabe mas é o que vai pensar quando vir o carro da polícia arrancar do parque de estacionamento.
O homem sentado no canto junto à janela acaba de se levantar.
Tem um novo brilho no olhar.
Tem nos olhos o brilho de uma nova força.
Caminha decidido.
Com as costas direitas e o queixo levantado.
Abre a porta, fica um breve momento a respirar o ar da noite e sai.
Para ele o novo começo é agora.
É hoje.
Que poder desconhecido tem aquele local??

Isabel

"The Way"
Fotografia de Sergio Redondo

68 Comments:

Blogger Alexandre said...

Ah, outro texto, que bom, já estou fazendo print para ler em casa hoje à noite. Ainda estou no trbalho e já não vou conseguir ir jantar com a minha mãe que faz hoje anos - aliás, fiz-lhe uma homenagem no blog, se puderes dá lá um salto!!!!

Beijokas!!! Voltarei para comentar o texto!

quarta-feira, janeiro 17, 2007  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Lindo, fez me sorrir e pensar que cada dia é uma pequena vida.

bjinhos

quarta-feira, janeiro 17, 2007  
Blogger Aesis said...

Bom, hoje li-te acompanhado de violinos, sentindo-me um autêntico voyeur, na dúvida de ter sido devido ao teu texto ou se relacionado com a minha atitude empregue na leitura em si.
Gostei. Claro que gostei!

quarta-feira, janeiro 17, 2007  
Blogger o alquimista said...

Olha cara amiga se não te importas vou imprimir que quero ler com calma...um dia desses convido-te para escrever uma peça de teatro...para eu encenar...


Doce beijo

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger elsa nyny said...

oLÁ! Linda!!


Passei, mas mesmo a correr!
Voltarei com mais calma, para ler tudinho, porque táva a gostar!!

Beijinhos!!!

:))

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger Unicus said...

Gosto dos teus retratos falados. de vidas. Que bem podem ser a de qualquer um de nós.
Beijinhos, Isabel

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger Alexandre said...

ISABEL,

Obrigado pelo teu comentário, está lindo, eu mesmo fiquei emocionado.

Pois é, é pouco provável conheceres a minha mãe, mas a mim podes conhecer um dia destes... tu és de Coimbra, ou eu estou a fazer uma tremenda confusão? Realmente, não sei porque me surgiu esta ideia. É que eu ando sempre por aí pelo país de um lado para o outro, qd não é em trabalho é em lazer, ou quase...

Se quiseres fica com o meu e-mail:

fundamentalidades@gmail.com


e diz algo. Beijokas!!!

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger david santos said...

Olá!
Desculpa, querida amiga. Já li 3 vezes, mas ainda não comento. Eu tenho de voltar a ler. Está espectacular, mas não é um texto, que pela sua categoria e dose emocional, não pode, pelo menos a quem gosta de ler tudo com muito cuidado, como é o meu caso, chegar aqui e dizer está bom! Está, de facto, mas vou voltar a lê-lo. Depois sim, depois dou o meu parecer que, não duvido ser francamente positivo. Mas vou voltar a ler o texto. Desculpa.
Abraços querida amiga, Isabel.

David Santos

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger Alexandre said...

Isabel, DESCULPA! A partir de agora passarei a comentar apenas os aspectos literários dos teus textos. Quanto a conhecer pessoas através dos blogs conheci 2 ou 3 mas com uma delas - e foi ela que quis - dei-me mal, estou-me a dar muito mal, aliás, o post que vou por se calhar ainda hoje no Comportamentalidades tem um bocado a ver com essa pessoa... se quiseres depois vês e entenderás melhor. Por isso não quero forçar nada. A intenção era... sem intenção!

Prosseguindo:

Apanhei alguns excertos do teu texto que acho que são divinos, verdadeiros trechos literários, que, como te tenho dito, tu consegues observar e pormenorizar com muito requinte:

«dia de começar de novo»
o pormenor de «uma mesa num canto junto à janela»
«o parque de estacionamento tão solitário como a sua vida»
«ele partira e ela ficara»
«nada nela tem beleza, nada nela tem vida, nada nela revela qualquer emoção ou paixão»
«mas apenas os olhos pequenos»
«Quanta luz terá ela escondida dentro de si?»
«O rapaz da cozinha passa a noite a ver a noite passar»
«Ele chega às 7.15 h. Ela sai às 7.30 h»
«Ele entendeu sem sequer saber o que havia para entender»
«Ele não sabe mas esse sorriso vai ser para ele»

Como profissionalmente estou muito ligado às letras - mas não sou professor - acho que trabalhas muito bem o desenrolar das ideias e a sequência das situações (acções). Vais introduzindo depois estes pormenores literários que fazem a diferença de um comum texto que possamos ler em muitos romances, ou ditos romances.

Se eu tivesse uma editora - e não sei se... - não teria dúvidas em publicar um livro teu de crónicas ou de contos.

Beijinhos. E desculpa!

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger jawaa said...

Isabel, realmente tens uma expressão escrita fabulosa, que nos prende, passo a passo.
Obrigada por partilhares as tuas experiências de uma forma tão comovente e rara, direi.

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger António Melenas said...

Nais um "começar de novo" mais um belíssimo texto que se lê e nos tira o fôlego. è prosa ou é verso? È de qualquer modo um autêntico poema de vida. Que bem que tu escreves, Isabel!
Um beijo

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger sentidos said...

Olá Isabel!!

Pelos vistos, mais um belo texto. Voltarei mais tarde e, com mais tempo e mais calma. Já estou a trabalhar e, imagina como ando, montes de stress, nem tempo para postar...rsrs.

Um Beijo Sentido

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger serenidade said...

Lindo... uma história... marcante escrita por alguém impressionante.
Obrigada.
Contigo aprendi, e continuarei a aprender...
Tens razão a vida é uma aprendizagem continua, e mesmo com a morte não se torna finita, é um passo para mais e mais aprendizagem que virá...

Um beijinho de luz serena.

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger Bia said...

Os encontros e desencontros, quando alguém se cruza em nossa vida como qu epor acaso...
Uma vida vivida, um dia de cada vez... lindo
Tu não deverias escrever um livro? adorei.

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger bettips said...

Tu tens obrigação de escrever um livro. É preciso avisar toda a gente ... Há um anjo que se confunde, uma lágrima que não cai, um silêncio que se ouve. Parabéns pela tua força, uma vaga de (a)mar. Bjinho

quinta-feira, janeiro 18, 2007  
Blogger Bad said...

vidas que perdem, vidas que se cruzam, vidas cheias de dor, vidas cheias de esperança, vidas que se completam, vidas que recomeçam...sem hora marcada num local mágico.
beijo

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Rui Diniz said...

Ontem, após responder ao teu comentário no meu blog (momento MUITO emocionante para mim), vim aqui ver se havia algo de novo. Encontrei este texto e caí por terra. Ainda não consigo comentar ou começar a explicar o quanto amei este texto.

Talvez o consiga fazer outro dia. Talvez te consiga fazer perceber a excelência do texto de outra maneira que não comentando verdadeiramente.

A ver vamos.
Por favor, escreve!

Diniz

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Rui Diniz said...

Ah e em relação ao comentário da Bettips: EU estou disposto a contribuir monetáriamente com um valor que me seja possível para a edição de um livro da Isabel.

Revele-se aqui quem também estiver disposto a isso!

Quando formos suficientes, talvez consigamos unirmo-nos à vontade da Isabel e ajudar a esse parto.

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Delfim Peixoto said...

mais uma vez, "sem espinhas", ou seja, lindo, ok?
( podias alargar o espaço do texto... indo ao template)
jnhs

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Artur Moura Queirós said...

Gostei muito do texto. Porque prende o leitor, porque surpreende, porque é deliciosamente complexo no encadeamento de raciocínios e vidas cruzadas.

Porque vejo nele um hino ao que se chama de "toda a gente merece um segunda oportunidade de ser feliz"

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger veritas said...

Olá Isabel:

Gostei muito do comentário que fizeste no meu blog. Gosto do que tens para me dizer. Muitas vezes dou comigo a pensar na fabulosa experiência que tens de vida que te leva a escrever como escreves, a associar como associas, a sentir como sentes...e compreender. Há aspectos da minha vida sobre os quais gostaria de desabafar, mas ainda não me sinto preparada para o fazer... tu és uma mulher de armas, uma mulher corajosa, eu preciso dessa força, venho aqui nutrir-me da força das tuas palavras. Obrigada Isabel!

Bjs.

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Mendes Ferreira said...

eu diria que o poder que Tu soubeste descobrir: o da subtil lição de viver.


_______________gostei. bastante.




Isabel.

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger david santos said...

Olá!
Isabel, depois de ter lido muitas vezes, podes crer, mesmo muitas. Agora sim, cheguei à conclusão, de que a tua mente é extraordinária.
Parabéns, Isabel. Tu consegues fazer de um mero acontecimento, um trabalho que nos enche de paixão, ironia, sensibilidade e respeito por a vida humana. Neste caso, de cada um.
Um abraço muito apertado deste teu amigo que te admira muito.
Obrigado.

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger lampâda mervelha said...

Surpreendente

mas...

quando realmente se começa de novo?

Eu não sei...

|nada mesmo|

*

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Chama Violeta said...

Recomeçar pode causar um pouco de medo,friozinho na barriga,mas faz parte dessa jornada. Adorei o texto,parabéns!!!!
Jinhos

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger holeart said...

abraço isabel

agradeço o delicioso texto do rua.

pois... tambem conheço a musica dele. só a musica.

cage... de facto uma coisa das arabias. depois de duchamp e beuys... seguramente este. aprendi quase tudo com ele.

os silencio dos 4'33'' o conflito de sintonias de radio music.

ouvi dizer que tinha gatos.

eu só tenho gatas. 3

os nomes? kika, koka, kuka. uma que morreu há uns tempo era conhecida por mimosa. nunca lhe quis pôr os nomes que me restavam

tadinha

abraço

c.

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger Chama Violeta said...

Procura-se um amigo/a...

Não precisa ser homem,mulher:
basta ser humano, basta ter sentimentos,
basta ter coração.

Precisa-se de um amigo/a que diga
que vale a pena viver,
não porque a vida é bela,
mas porque já se tem um amigo.

Bom final de semana!!!!

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger HatA/mãe said...

Isabel


Muito obrigada pelo teu comentário, só li o primeiro ou seja o ultimo post, começar de novo... e confesso que gostaria antes de retribuir o comentário, ler o blog todo.

Mas hoje estou mt cansada, sinceramente...passei praticamente o dia aqui sentada, talvez mais logo.

Um abraço

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger inominável said...

mais um estado de alma... muitas almas condensadas neste post...

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger serenidade said...

Simplesmente maravilhoso...

Desejos de um fds repleto de paz e serenidade.

sexta-feira, janeiro 19, 2007  
Blogger off said...

bem (longo suspiro...) tantas histórias que se cruzam e que seguem o seu rumo...
tantos pontos finais na vida de uns que são princípios para outros...
tanta verdade escrita de forma tão sublime...
parabéns isabel... escreve um livro!

sábado, janeiro 20, 2007  
Blogger Cusco said...

Um dos melhores textos que encontrei a nível da blogosfera!
Para ler e reler...
Parabéns

E vou voltar
SE DEUS QUISER

sábado, janeiro 20, 2007  
Blogger Assim-Assim said...

Ainda como mendigo,nesta vida de aprendizagem, almejo ter em meu coração a suavidade que acalma a tormenta, a suavidade que embala a dor, a suave alegria de secar lagrimas, suavemente dar alimento à alma...

...A suave verdade de dscobrir que o pó é muitas vezes, sal, que nos queima os pés, nas subidas ingremes...

...e mesmo aassim, caminhar sorrindo...


Beijo, Isabel, foi um prazer ler-te!

sábado, janeiro 20, 2007  
Blogger P. Guerreiro said...

Dizia um amigo meu no seu blog, a propósito das tragédias gregas, que tudo se resumia à fatalidade do destino. No exemplo que ele descreve, a personagem, após consulta a um oráculo, tenta fugir do futuro revelado. De nada lhe serve e acaba cego errando pelo mundo. A cafetaria como local de culto, de mistério, das horas nocturnas, um oráculo moderno da vida quotidiana. Local chegada para partir. Imaginei algo de mágico na tua estação de serviço, uma áurea sem ostentação…Sem querer também eu me sentei numa mesa, escondido pelo jornal que é o meu ecrã, e presenciei…O poder…

Resumindo…Gostei…Levaste-me…Continua….
Que estejas bem!

P.S. Já agora, obrigado pelas visitas e generosidade dos comentários. Um abraço amigo

sábado, janeiro 20, 2007  
Blogger soniaq said...

Olá Isabel

Tens o mesmo nome da minha irmã :-))
Voltarei mais demorada para te ler, okay. e ainda bem que tb adoras gatossss.

Vou linkar-te
beijinho

sábado, janeiro 20, 2007  
Blogger Marina said...

Fez-me pensar que as pessoas nao sao numeros, e que as regras foram feitas para numeros e que às vezes as pessoas têm de as quebrar...

Ate breve Isabel!

sábado, janeiro 20, 2007  
Blogger HatA/mãe said...

Olá Isabel


Mais uma vez obrigada, pela visita e pelo teu excelente comentário...

Li por etapas o teu blog, vejo que estás vocacionada, para contar mesmo como uma profissional, "retalhos" de vidas, ficticias ou não...

Para retribuir, lembrei-me de uma história, que alguem me contou... tanto quanto sei, é real...

Ofereço-ta para desenvolver e melhorá-la como só tu sabes... eu intitulei-a assim:

O CAMPEÂO

Era uma vez um homem, ou melhor um lobo, mas muitas vezes vestia a pele de cordeiro, por isso a maior parte das pessoas não o conheciam bem.

Em sociedade vestia a pele de cordeiro... sorrir para ali, um abraço para lá... distribuia simpatia por todo o lado.

Socialmente ele era o Sr. Fulano de tal, e a mulher muitas vezes era conhecida, pela esposa do Sr. Fulano...(durante 20 anos nunca souberam o seu nome)

Mas ela não se importava nada com isso, nem eventualmente com o "status" que o marido ia adquirindo, como empresário de sucesso, bom chefe de familia, etc.

O que a preocupava era salvaguardar o ambiente familiar e proteger os filhos, do mau feitio do pai, porque ele bebia muito, chegava a ser bastante violento por vezes...,

para se descomprimir dos maus negócios às vezes feitos na mesa dum restaurante..., ou quando tinha uma grande contrariedade, porque na sua vida de "grande empresário" nem tudo corria de feição...

Com a filha de 7 anos tudo ia bem, porque desde cedo começou a saber ler nos olhos do pai, essas "mudanças" de pele,... às vezes lá se distraia e fazia uma traquinice..., o pai abria-lhe os olhos, ela urinava-se toda, em pé quando o via entrar assim... e ficava por ali...

Quando começou a fazê-lo com o filho então de 4 anos, (sovas de cinto) só porque o menino era rebelde, não parava quieto fazia montes de tolices, agora diz-se criança "hiperactiva", e todos estes meninos de agora, que sofrem de "hiperatividade", virou moda, têm acompanhamento psicológico, felizmente... e ai daquele pai, que trate um filho agora ao pontapé ou ao murro...

Mas isso já ia dar noutro episódio e ainda não acabei este...

Mas este tambem ainda foi a alguns psicologos, que só achavam que o menino tinha muita vida, mas quase munca o pai tinha paciencia ou achava graça, mãe escondia as sua (traquinices de 4 anos) volto a referir...

mesmo assim, quantas e quantas vezes o protegia escudado-o com o seu próprio corpo... assim mãe e filho levavam umas correadas valentes com a fivela do cinto, enquanto a outra filha se escondia no quarto, para não ver, ainda hoje é assim... prefere não ver o que viu... e o que vê ... sofre menos...

Entretanto nasceu outra filha, que tinha todas as condições para ser a menina do papá, como a outra, mas acontece...

que tambem é rebelde, tanto esta como o irmão têm QI superior elevado...o que não é muito bom porque se tornam inadaptados e tal como o irmão é dificil aceitar regras... começa a dar-se mal com o pai... mas isso tambem já é outro assunto.

Um dia ao jantar o filho diz o para a mãe: (teria nessa altura 7 ou 8 anos) - Ó mãe já viste a pistola que o pai comprou?...

Fomos dar uns tiros às arvores e o pai não acertava em nenhuma, só me dizia:_ olha ali, aquela àrvore queres ver?... mas acertava sempre na outra do lado... e riam-se os dois.

A mãe não achou graça nenhuma, perguntou ao marido, para que queria aquilo lá em casa, ao que ele respondeu, para defesa pessoal, que lhe dava poder...

A mãe ficou calada e pensativa muito assustada, com o poder que teria um homem violento, que toda a gente conhecia como "muito boa pessoa"...

um dia numa zanga entre os dois, a mulher, depois dele sair, ainda telefonou para a esquadra da sua residencia, (ainda lá deve estar a queixa) responderam-lhe que a policia não actuava assim... só depois da agressão cometida, poderia fazer queixa ou não...


embora a mulher explicasse à agente, que o objecto agressor era uma arma, acabou por ficar por ali o assunto...

Este homem entretanto deve ter treinado bem a pontaria, porque um dia (há cerca de 6 anos) o filho terá uns 25 anos,foram de férias a Tenerife, com a familia toda ele fez o concurso de tiro e recebeu o diploma e o primeiro prémio.

Claro que o filho trocou olhares com a mãe? e falaram disso mais tarde, mãe e filho...

Na discoteca do hotel, realizou-se a festa dos concursos do hotel, a mulher discretamente, já tentando disfarçar tudo o que lhe ia na alma, pergunta ao marido:- E com a tua pistola, ainda a tens? tambem estás assim em forma? Onde é que ela está? Onde tens treinado?

Ele responde que nunca anda com ela, que está escondida no armazem, que nunca disparou um tiro...

Se a arma nunca mais foi disparada, desde o tempo em que o filho tinha 7 anos..., foi guardada num cofre no armazem.

Depois o que leva o marido a tirar a arma de lá, levá-la para o escritório duma loja recentemente adquirida, metê-la na gaveta, juntamente com chaves de parafusos e martelos e outro material electrico e electronico, teve 8 meses para a guardar de novo no cofre da loja, até para protecção das pessoas que lá trabalhavam...

Não o fez... o filho andava a montar-lhe uma rede de computadores, na mudança de colecção, parece que se apaixonou pela arma e levou-a para casa e pediu a companheira para não dizer nada a ninguem...

A arma do pai que nunca tinha sido disparada, disparou-se em casa do filho e a bala foi certeira à cabeça dele roubando-lhe a vida.

A mãe já esteve menos mal, mal e muito mal ... toda a gente lhe diz que o marido está muito mal a morrer do coração...

mas já estava antes... e foi o filho que morreu...? que não queria morrer...? A mulher tambem está a morrer...? Quem não está a morrer?

Só os mortos porque esses já morrerram...
.............................

Com um abraço te desejo bom fim de semana

domingo, janeiro 21, 2007  
Blogger o alquimista said...

A luz inundou o dia, no resto do vago que resta da noite, sons de melodia dolente que ecoaram por toda a lagoa...

Feiticeiro domingo

Doce beijo

domingo, janeiro 21, 2007  
Blogger TINTA PERMANENTE said...

Uma parábola, uma elipse, uma linha apenas redonda que seja, o cortono da história pulsa, pulsa como se o cração estivesse fora, em cada canto de cada personagem!...
Afectuosamente

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Blogger pn said...

short story comm uma intriga bem desenhada e fluidez narrativa.
venham mais!

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Blogger Mina said...

Um belíssimo texto, cheio de sucessões muitíssimo bem intercaladas!
Os meus parabéns pelas ideias :)
Bjs, boa semana!

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Blogger Vera said...

Vou seguir a ideia do Alexandre e imprimir para ler em casa. Gosto de saborear os teus textos com calma! Adoro a tua escrita.

Beijinhos

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Blogger Defensor, O Maldito said...

Saudações Isabel,
Seus textos são fascinantes. E este não é exceção. Repleto de significados e imagens saborosas, apreciei muito a leitura. Deverias escrever e publicar tudo isto num livro!
Tens o dom!
Abraços,
Paz e prosperidade.

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Blogger Efemerum said...

Isabel,
que feliz fico por me teres visitado

desta forma fiquei a saber de ti
e que textos deslumbrantes escreves!

estou inebriada...fico assim a cada descoberta que me dá prazer.

um abraço imenso

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Blogger as velas ardem ate ao fim said...

Passei para te deixar um grande bjinho

segunda-feira, janeiro 22, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

terça-feira, janeiro 23, 2007  
Blogger Bruna Pereira said...

Como sempre, lindo.
Não sei mais que dizer.

:)

terça-feira, janeiro 23, 2007  
Blogger Rui Diniz said...

Isabel: verifica o comentário ao teu 1º post de sempre neste blog. :-)

terça-feira, janeiro 23, 2007  
Blogger holeart said...

agradeço isabel

está tudo tudo o que penso dele.

eu vou sendo assim.

terça-feira, janeiro 23, 2007  
Blogger soniaq said...

Olá Isabel

Tanta gente conhecida por aqui!!!!

Quanto ao teu texto, achei-o muito bom e foi só o primeiro que li. Vou actualizar-me.

Adorei as imagens, as emoções, as convicções do local.
beijossss

terça-feira, janeiro 23, 2007  
Blogger Quem Não Tem Cão said...

Foi a minha 1º vez aqui, e fikei rendido! Vou voltar mais vezes e deleitar-me com estes verdadeiros estados de alma.

Pingo - de agradavel surpresa.

terça-feira, janeiro 23, 2007  
Blogger Rocha de Sousa said...

Já reconheço esta escrita, ou melhor, os casos que ela narra, a suspendar o nosso olhar interior.
É uma terrível viagem por uma realidade social, mais fraca, conudo, do que o doce sorriso trocado nas horas mais amargas, no próprio futuro de que ele suspeita caloroso. Sou apreciador desta prosa que narra e faz sentir, faz esperar, decide todas as metáforas numa única frase final.
Muito bem. Parabéns. Eu agora, no «desenhamento, tenho feito
intervenções relativas a temas agudos da actualidade, mas reivindicando uma escrita que continua soprada pela poética.
Um abraço
Rocha de Sousa

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Anonymous António Melenas said...

Olá Isabel,
Voltei a visitar-te e voltei a sentir o frisson e o ritmo do teu texto.
É impresionante o número de pessoas que te visitam e o apreço que demontram pela tua escrita
Um beijo

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger Assim-Assim said...

Coincidencia ou não, tambem eu partilho dessa empatia pelas estacoes de serviço...mapas de partida ou de chegada...

beijo de tarde soalheira...

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger Rui said...

Cada local parece ter o poder que sente dentro de nós.

Mágico, Isabel.

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger legivel said...

O (re)início de uma vida pode acontecer quando e onde menos se espera. E testemunhado por detrás de um longo balcão de vidro ou pelo caminho de regresso a casa. Ou relatado ao vivo e a cores neste belo texto que hoje li.

Óptimo resto de dia!

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger olhos cor do lago said...

É bom poder começar de novo.... :-)
Passei para deixar um olá....

bjs

PS: Aproveitei que a mafarrica dorme doce, docemente, para vir cuscar a blogosfera...

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger Pierrot said...

Impressionante Isabel
Um misto de Hitchkoc no suspense que vamos tendo, Kafka na quantidade de pequenas histórias e suas vidas que se vão emaranhando e P.Coelho na emoção que lhe conferes.
Muito bem
Muito bonito
Bjos daqui
Eugénio

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Textos deste peso... aqui... neste local vertiginoso... só os leio quando as palavras me arrastam pelo ar!

Este... um deles!

Mas perdi-me!

Fui andando desde a cafetaria duma estação de serviço... à perna roliça sob a mão...

E perdi-me quando, pelo olhar, me prendeste à alma... dele e dela.

E... quase que me identifiquei!

Obrigado, Isabel!

PS: Quiseram-me "anónimo"...
Não o permito!

daniel sant'iago

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger elsa nyny said...

Isabel!!

Voltei, Linda!! Só hoje, li o teu texto e adorei, consegues envolver o leitor, que se deixa levar, ai ritmo inebriante da tua escrita!
Mutos parabéns!
E continua, continua!

beijinhos!
:))

quarta-feira, janeiro 24, 2007  
Blogger holeart said...

tu nao me digas que gostas do alberto pimenta. eu entro em delirio

se nao conheceres pessoalmente...

eu trato disso.

este bandido pregou-me hoje uma partida.

fui ao apartado e.... entre outras coisas um envelope A5 de sua exª AP.

bom... tive que sair do cafe porque estava tudo a olhar para mim. eu nao parava de me rir.

traduziu uma peça de martialis.

eu quase me atrevia a transcrever. nao me atrevo.

quinta-feira, janeiro 25, 2007  
Anonymous Anónimo said...

PS: vai ao meu blog www.tradital.blogspot.com e vê uma ediçao privada de 14 exemplares do A.P.

quinta-feira, janeiro 25, 2007  
Anonymous Anónimo said...

o anonimo sou eu

dassssssssssss!

quinta-feira, janeiro 25, 2007  
Blogger holeart said...

e quando voltares a estar com ele da-lhe um abraço meu... fala-lhe de mim. ele vai gostar de saber.

é o melhor gajo do mundo. generoso. telurico. amavel. amigo.

se eu ou a minha mulher estivermos doentes e ele souber....

telefona.

se gostas de ap... vais ficar referenciada por mim

quinta-feira, janeiro 25, 2007  
Blogger Bruna Pereira said...

E ler uma e outra vez.
Sempre belo, o que te leio, Isabel.

:)

sábado, janeiro 27, 2007  
Blogger A. said...

aqui isabel.



agora aqui.
refazendo o desfeito.
...o outro A.desapreceu.



recomeço.lentamente.um a um.



um beijo.

ana.

terça-feira, janeiro 30, 2007  
Anonymous Anónimo said...

Olá amiga querida, em tempos julgei que tinha alguma habilidade para encantar os outros com o que fluía da minha caneta...provavelmente nao passou de mais uma ilusão tola das tantas que abraçei; para ti esta Maior Tortura de quem não tem talento, força nem vontade, a quem só resta transcrever o que outros ditaram

A MAIOR TORTURA

A um grande poeta de Portugal!

Na vida, para mim, não há deleite.
Ando a chorar convulsa noite e dia...
E não tenho uma sombra fugidia
Onde poise a cabeça, onde me deite!

E nem flor de lilás tenho que enfeite
A minha atroz, imensa nostalgia!...
A minha pobre Mãe tão branca e fria
Deu-me a beber a Mágoa no seu leite!

Poeta, eu sou um cardo desprezado,
A urze que se pisa sob os pés.
Sou, como tu, um riso desgraçado!

Mas a minha tortura inda é maior:
Não ser poeta assim como tu és
Para gritar num verso a minha Dor!...

Felizmente esta não é a tua Mior tortura, poi tu bem sabes exprimir, sentir e fazer sentir, e pensar e fazer pensar
1 bjo vanda

segunda-feira, abril 23, 2007  
Blogger Isabel said...

Querida Vanda, obrigada pelo poema lindo que me ofereceste.

O que em tempos julgaste certamente será o que era e talvez ainda seja a verdade...senão a dos outros pelo menos a tua.

Não se escreve para encantar os outros... escreve-se por amor á escrita acho eu.

Talvez tenha sido ai que te perdeste e deixas-te de te sentir capaz de encantar... quando o tentaste e te convences-te que não eras capaz.

A escrita é uma luta interna.
Um acto de amor.
Um voluntário abrir de feridas cá dentro para delas fazer palavras.

Solta o que és e soltaras de novo a escrita que aprisionaste numa vontade além da de escrever.

Escreve para escrever e tudo o resto surgira.

Se te aprisionaste tambem a ti em ilusões solta-te.

Tira as amarras.

O sonho é maravilhoso, não deve ser confundido com a ilusão.

Solta-te.
sonha de novo.
Vive mais, melhor, plenamente...


Solta-te... segue a voz do vento e não dos poetas... só se entende a poesia das palavras depois de se ser capaz de abrir o peito ao vento e voar.

Voa.

A minha asa está ao teu lado.

E o meu sorriso ampara as tuas lágrimas.

Só tens de voar e ver.

Isabel ( para Vanda )

segunda-feira, abril 23, 2007  

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